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AO RESPEITO PELOS PAIS QUE CUIDAM DOS SEUS FILHOS DEFICIENTES
Para: PÚBLICO EM GERAL
Depois de enviar este email á Senhora Secretaria de EstadoExmª Senhora Secretária de Estado:
Doutora Sofia Antunes.
Exmª Senhora Secretária de estado: Será que o governo vai mesmo ir para a frente com " modelo de apoio á vida independente assistência pessoal" pois eu acho que terá de ser introduzida a família ou então vai ser cometida uma grande injustiça.
O meu filho tem 98 por cento de incapacidade. há 22 anos que tomo conta dele fiquei divorciada com 5 filhos menores dois dos quais deficientes profundo uma faleceu. Pergunta-me se eu concordo e eu digo NÃO.
A família está fora não pode concorrer, ou seja eu continuo a viver com a pensão do meu filho de 200 euros e o apoio à terceira pessoa de 180 euros. Há 22 anos que não trabalho por amor ao meu filho, tem que ter um tratamento muito especial senão morre. Mas o que parece eu vou poder usufruir de alguém ir a minha casa uma hora ou duas para eu poder ir tomar um café mas, o dinheiro que ganho por mês não me permite esse luxo.
mesmo que tenha um acompanhante 8 horas por dia, as outras 16 horas tenho que ser eu a tomar conta, se durante o período que acompanhante está com ele, fizer febre sou eu que o levo ao hospital, por vezes fica dias e dias lá com a companhia da mãe, dormindo em bancos do hospital, noites sentada numa cadeira com a cabeça no leito do filho. Tenho formação continua já vai com 22 anos com nota excelente.
Enquanto alguém que vai tirar uma formação de um mês e que trabalhe 40 horas semanais vai receber 900 euros por mês mas, a mãe está com ele 24 horas dia recebe 180 euros. Vou continuar a contar os tostões para comprar fraldas, medicamentos, detergente de roupa (lavo 4 máquinas de roupa por dia por o meu filho se molhar) quando acorda de noite com frio é a mãe que se deita ao pé dele encosto-o contra si para o aquecer. Mas a mãe continua a receber 180 euros mensais.
Quando eu tiver idade para a reforma tenho só direito a uma reforma mínima pois descontei muito poucos anos, embora os meus ossos e as minhas articulações dizem que trabalhei em excesso.
Aquilo que sempre pedi foi um salário mínimo para estas mães, com descontos para poderem usufruir de uma reforma. Vivi lutando por tostões morro à procura deles.
O governo faz chantagem pois sabe que estas mães nunca abandonaram os seu filhos, por AMOR. Mas dão 1000 e tal euros a uma instituição ou 900 a alguém que possa estar com eles algumas horas. Uma acompanhante trabalha no máximo 40 horas por semana , 160 horas por mês ganham mais de 5 euros á hora, a mãe trabalha 24 horas dia 1720 horas por mês recebendo em média 20 cêntimos á hora, sem direito a féria.
olhem estas mães que vão viver uma vida inteira na miséria
Margarida Maria Rodrigues Azevedo