Os cidadãos abaixo-assinados exigem a demissão imediata do Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, perante a gravidade política e ética das notícias relacionadas com a investigação judicial ao negócio de aluguer de helicópteros de combate a incêndios, envolvendo o seu cunhado, Ricardo Leitão Machado.
Segundo várias notícias divulgadas pela comunicação social, a Polícia Judiciária realizou buscas no âmbito de suspeitas de corrupção, tráfico de influência, fraude fiscal, abuso de poder e cartelização em contratos públicos relacionados com meios aéreos de combate aos incêndios rurais, num universo de dezenas de milhões de euros pagos com dinheiro público.
Mesmo admitindo o princípio da presunção de inocência, a permanência de António Leitão Amaro no Governo tornou-se politicamente insustentável devido:
à proximidade familiar direta com um dos principais visados;
ao evidente conflito de confiança pública;
à necessidade de garantir total transparência nas instituições;
ao dever de responsabilidade política num tema tão sensível como o combate aos incêndios em Portugal.
Portugal não pode aceitar qualquer sombra de favorecimento, promiscuidade política ou suspeita de influência em contratos públicos ligados à proteção civil e à segurança das populações.
Exigimos:
a demissão imediata do Ministro da Presidência;
total transparência sobre todos os contratos adjudicados;
apuramento rigoroso de responsabilidades políticas e criminais;
reforço dos mecanismos de fiscalização dos concursos públicos ligados ao combate aos incêndios.
Os portugueses pagam impostos para proteger vidas e florestas — não para alimentar suspeitas de corrupção e negócios obscuros.