A utilização de máscaras, viseiras e a adoção de medidas de distanciamento físico e social representam uma alteração radical em relação à prática corrente nos estabelecimentos de ensino, desconhecendo-se que tipo de efeitos secundários poderão acarretar para a saúde física e mental dos alunos. Não está também sequer demonstrada a sua necessidade e eficácia para minimizar contágios virais em contexto escolar. Na Alemanha, por exemplo, a adoção de medidas deste tipo em escolas foi recentemente recusada em tribunal. Por estas razões, opomo-nos à adoção de medidas deste tipo no nosso País, em escolas públicas ou privadas, em quaisquer graus de ensino, e solicitamos que tais alterações não sejam efetivadas. Consideramos preferível nesta fase, em que o medo gerado pela pandemia do novo coronavírus não foi ainda totalmente ultrapassado, haver liberdade de escolha pelos alunos entre a frequência normal da escola ou o recurso ao ensino à distância. Uma solução mista deste tipo será também um incentivo à normalização da situação, pelo exemplo positivo que será dado a quem ainda tem receio de regressar à normalidade.
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