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Calamidade pública em Portugal!
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Exmos. Srs. Presidente da República, Primeiro-Ministro, Deputados da Assembleia da República, Povo Português,

O Governo português continua sem declarar o estado de calamidade pública no país pedido pelo presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, na sequência do terrível incêndio que provocou a morte de 64 pessoas e mais de 200 feridos naquela região, no passado dia 17 de junho.

Numa altura em que outros grandes fogos deflagraram, sobretudo na zona centro, pondo em perigo habitações e pessoas em várias localidades, o primeiro-ministro António Costa está a ponderar a situação, mas chegou a hora de decidir porque a burocracia não pode impedir que as populações sejam ajudadas a reconstruir as suas vidas.

“Não podemos brincar. As câmaras ficam sempre de rabo preso às leis nacionais. Até para comprar uma porcaria de um computador ou de uma secretária é preciso ultrapassar burocracias”, disse esta semana o autarca de Pedrógão. Valdemar Alves tem toda a razão. O país não está em condições de perder mais tempo porque os incêndios não dão tréguas.

Quantas mais chamas serão precisas para António Costa declarar o estado de calamidade pública? Se o primeiro-ministro não toma medidas, terão de ser o Presidente da República e a Assembleia da República a apressá-lo.

Assine esta petição e contribua para a luta que o povo português está a travar contra os incêndios.
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