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Salários de patrões e empregados? Diferenças têm de diminuir
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Já se sabe que o sol quando nasce não é para todos, mas a recente divulgação do salário de António Mexia, o presidente da EDP, torna revoltante esta constatação e o desequilíbrio salarial entre patrões e empregados.

Os números são conhecidos: Mexia teve no ano passado uma remuneração fixa de 983 mil euros, mais um prémio de gestão de 395 mil, referente ao desempenho da empresa em 2015, e ainda um bónus de 656 mil euros, relativo ao ano de 2013.

O salário total foi, assim, de cerca de dois milhões de euros brutos, 5.500 euros por dia, e volta a transformar António Mexia num dos gestores mais bem pagos no nosso país. Ao mesmo tempo, discute-se o aumento do salário mínimo nacional, que no início de 2017 passou para 557 euros.

É um facto que Mexia preside à empresa mais lucrativa de Portugal, que apresentou no ano passado ganhos de 961 milhões de euros mas os milhões de lucros contrastam com os salários dos empregados e foram obtidos, dizem estes, “à custa da exploração dos trabalhadores e das altas tarifas cobradas aos consumidores”.

Se exige um maior equilíbrio salarial entre patrões e empregados, assine esta petição popular. Está na hora de termos uma sociedade mais justa.
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