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Um Delegado de Turismo para a ilha Terceira

Para: A Sua Excelência a Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, aos Senhores Líderes Parlamentares dos Partidos com assento na ALR dos Açores, A Sua Excelência o Presidente do Governo Regional dos Açores e a Sua Excelência o Secretário Regional da Energia, Ambiente e Turismo

Como cidadã razoavelmente consciente da realidade da sua terra natal, a ilha Terceira, a primeira subscritora da presente Petição, expressou, em texto público, a sua tristeza pela não existência da figura de Delegado de Turismo na ilha Terceira.

Percebendo o impacto que a sua opinião gerou junto da comunidade, entendeu, com o grupo de cidadãos abaixo assinados, fazer chegar o referido texto a Vossas Excelências, de modo a que o assunto seja tratado com o respeito e consideração que merece, e não como mero acessório de uma qualquer causa pouco digna de nota especial.

Transcrição do texto acima referido:

"Afinal já percebi! Afinal já percebi porque não temos delegado de turismo na Terceira. Já percebi que a situação convém a alguns, mas seguramente que não à Terceira. E, finalmente também percebi, que se há alguém que pode fazer alguma coisa sobre este assunto, somos nós terceirenses e mais ninguém.
Reparem, no entanto, que digo percebi, mas isso não quer dizer que aceite, e por isso mesmo não aceito. Não aceito que as estruturas oficiais representativas do turismo, na Terceira, não se façam ouvir em defesa da sua ilha. Não aceito que seja S. Miguel e o Faial, a decidirem tudo o que se faz, e como se faz, no âmbito do turismo, na nossa ilha Terceira. Não aceito que tenhamos uma Delegação de Turismo moribunda, com técnicos superiores e assistentes técnicos, incompreensivelmente, em número crescente desde há alguns anos, mas completamente desprovida de competências. Não aceito que nesse Serviço, para onde qualquer cidadão empenhado e orgulhoso da sua terra, da sua ilha, encaminha os turistas que nos visitam, não existam brochuras em número e condições suficientes para qualquer eventualidade, a mostrarem o que de bom e bonito existe na Terceira. Não aceito que essa mesma Delegação tenha perdido o seu condutor, e tenha a respetiva viatura a degradar-se num qualquer parque de um outro serviço oficial. Não aceito que, em determinadas circunstâncias, um dos técnicos da Delegação possa representar a sua estrutura, sabendo de antemão, que de nada lhe servirá tentar fazer chegar, superiormente, qualquer tipo de mensagem, já que, relativamente ao turismo na Terceira, a 2ª ilha mais populosa da Região, está tudo já decidido, ou tudo o que possa ser decidido, sê-lo-á pelos serviços de S. Miguel ou do Faial. Como se não bastasse, não aceito que não tenhamos o/a nosso/a Delegado/a de Turismo, figura que teria a competência para exercer a representatividade que a Terceira merece e tem direito. Aquele/a a quem poderíamos, como cidadãos ativos e conscientes, pedir “contas” sobre o trabalho que entenderíamos como o melhor a ser feito em prol da Terceira.
Segundo percebi, e corrijam-me se isto não corresponder à verdade, após um período que talvez seja melhor não recordar, perdemos a figura a que me refiro, e então, fomos, passivamente, assistindo ao esvaziamento das competências da nossa Delegação de Turismo.
Repito, a quem interessa esta situação? À Terceira, seguramente, que não!
Espera-se, desde há 4 anos, que a, agora, Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, aprove nova lei orgânica. Será que “esta reforma” contempla o/a Delegado/a de Turismo para a Terceira?
Poderia ficar por aqui e, simplesmente, dizer que, cheia de esperança, esperaria que sim. No entanto, não é isso que quero. Não quero simplesmente ficar à espera de acontecer e depois perceber que, afinal, não aconteceu nada. Quero agir, quero sensibilizar e mobilizar e, por isso, apelar a quantos, como eu, querem que esta situação mude (para melhor), para, em conjunto, exigirmos a devida atenção por parte da Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo. Somos, nós terceirenses, e só nós, que podemos mostrar que, para além de folgazões, amantes das touradas, das Sanjoaninas e das Festa da Praia da Vitória, também somos capazes de nos mobilizarmos e lutarmos por aquilo em que acreditamos.
Se é verdade que uma ilha é um pedaço de terra rodeada de mar por todos os lados, também é verdade que essa singularidade lhe dá um sentir muito próprio, uma sensibilidade única.
Deixem-nos ser genuínos. Deixem-nos ser únicos para apreciarmos também a genuidade dos outros. Queremos aplaudir o desenvolvimento das outras ilhas, mas para isso não nos podemos sentir desrespeitados. A união não se faz desunindo. A união não se faz com prepotência, arrogância e autoritarismo. A união faz-se com liberdade, responsabilidade e respeito, muito respeito.
Concluindo, deixo o meu apelo a todos os que, como eu, estão dispostos a não baixar os braços, de modo a que o assunto não caia no esquecimento, e a nossa ilha não continue a esvair-se da riqueza que, ao longo da história, por direito próprio foi adquirindo. Mostremos, com respeito mas também com muito firmeza, que, na Terceira, continua viva a chama que um dia alguém apelidou como a da terra dos bravos."

Para finalizar, acrescentaria ainda, que se pretende um/a Delegado/a de Turismo que não seja apenas uma mera figura correia de transmissão, que não faça valer aquilo em que realmente acredita, mas que ao contrário, tenha capacidade e possibilidade de iniciativa e acção.




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